O Físico- Review
Olá. Sim, eu voltei à rede. Não tenho postado muito (lê-se nada) desde 2010, ou seja, sou um vagabundo qualquer. De qualquer jeito, tenho razões.
Em Janeiro, realmente, fui apenas um vagabundo qualquer. Admito, fui mesmo. Não irá se repetir. Prometo. Agora...
Desde do começo de Fevereiro até agora, eu fui acometido por um terrivel male. O male do cansaço. Tenho estudado muito, muito mesmo, porque quero (E VOU!) entrar em uma universidade respeitada no mundo. Tais como Cambridge, Harvard, Yale e Oxford, apenas para citar algumas. Quem sonha alto deve ter os pés no chão.
Enfim, aproveitando esta veia poética que surgiu em mim momentâneamente, vamos ao assunto que interessa a vocês e que, com certeza absoluta, não é a vida de um vagabundo estudioso qualquer. Vamos ao livro.
O Físico, o primeiro livro de uma trilogia escrita por Noah Gordon, conta a história de um jovem inglês que, após perder seus pais e se separar de seus irmãos é adotado por um barbeiro malabarista. Que, por um acaso, é um viajante também. O caso é que, nessa época, os barbeiros não faziam barbas, cabelo e bigodes. Eles eram também os "médicos populares". Curavam coisas simples e cobravam muito menos que os médicos. A vida prosseguiu, e o barbeiro morreu, fazendo que o jovem (agora adulto) assumisse seus negócios. Um dia, após ver um médico judeu curar algo que ele não conseguiu (um caso de catarata), o jovem decide se tornar médico, formado na mesma universidade que o médico judeu. Apenas um pequeno empecilho, quase imperceptível. A universidade era na Pérsia. E só aceitava muçulmanos e judeus. E os judeus eram tratados com grande diferença, ainda por cima! Eis o problema: um inglês, criado católico, querendo estudar numa escola persa que só aceitava judeus e muçulmanos. Impossível? Nem tanto. Não vou contar o resto. Acho até que falei demais do livro desta vez!
As vezes nós temos uma sorte que chega a ser mitológica, não é verdade? Pois bem, eis a minha: certo dia, minha cadela viu alguns livros no chão e resolveu sentir o gosto do conhecimento. E o que melhor para sentir o gosto do que estraçalhar os objetos que serão degustados? Agora, adivinhem só qual livro estava no chão e minha doce e singela cadela resolveu experimentar? Pois é.
Agora, vejam bem. Minha cadela poderia ter estraçalhado uma grande parte do livro, mas não. Ela teve a força necessária para usar uma técnica ninja proibida e rasgar apenas a capa e a ultima folha, que, convenientemente, não estava impressa. Fico imaginando os caninos da minha antiga loba negra ROÇANDO A ÚLTIMA PÁGINA SEM DESTRUÍ-LA! COMO?
Enfim. Este livro é um livro que me agrada muito. Ah, dane-se o eufemismo. Este livro é insanamente bom! Eu nunca, nunca mesmo, tinha lido um livro deste tamanho (conta a história inteira de um garoto até ele virar um homem!) com tamanho gosto. Noah Gordon consegue fazer os anos de uma pessoa sejam tão fascinantes quanto possível, sem arrastar a narrativa nem um pouquinho!
Além disso, Noah Gordon fez os personagens mais humanos que eu já vi. Isso é indiscutivel. Uma coisa que eu aprendi quando escrevi meu livro é que o livro é o reflexo do autor. Cada personagem é o autor, cada ação, cada pensamento, cada fala. E ler constrói nossa personalidade. Eu sou o reflexo de todos os meus personagens preferidos (inclua Chuck Norris nesse rol. Não é um personagem de livros, caso contrario o livro acabaria na primeira letra). Ou seja, eu imagino (não pesquisei a vida de Noah Gordon) que o autor seja médico. Em todo o caso, eu aprendi tudo o que eu sei (o que é MUITO POUCO) sobre medicina nesse livro. É um livro interessantíssimo de se ler, porque ele, além de ser inenarravelmente bom, também é uma boa fonte de pesquisa histórica, para mostrar um pouco como funcionavam as caravanas, os jogos de poder na Pérsia e aprender um pouco mais sobre a peste negra.
Caso você se interesse, então, por medicina, história ou ficções excelentemente escritas, não deixe de ler este livro. Você não se arrependerá.
Obrigado, e boas leituras ^^
A Comunidade do Livreiros de Plantão no Orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=108020046
Agradecimentos especiais à Marina. Obrigadão por me lembrar das minhas obrigações como alguém que não deve ser um vagabundo qualquer Ma! =D

Klaus, eu fique um puoco fora da net por uns tempos mais eu vou voltar a entrar*-*
ResponderExcluirBjus
Eu fico feliz que nós tenhamos o mesmo gosto literário. Este livro chegou à nossa estante muito antes de você nascer. É... E eu achei o máximo quando li. Como você sabe, trata-se de uma trilogia. Leia os demais. Ah, fiquei furiosa quando eu vi os restos mortais da capa do livro na boca da nossa loba. Tão furiosa que, quando a chamei pelo nome, ela saiu correndo e só saiu debaixo do tanque no final da tarde. Depois daquilo, ela nunca mais tentou adquirir cultura por osmose...
ResponderExcluirA crítica está muito boa, mas tenho que confessar que ficou aquém ao merecimento do livro.
Beijocas!
Um dos melhores livros que já li, sem exageros...rico em detalhes, fantástico...ainda quero ler o Xamã.
ResponderExcluirO Livro e a sua "Loba negra" sao Amaldiçoados*-*
ResponderExcluirhahahahah, Bjus ao Livreiro