sexta-feira, 30 de julho de 2010




E, como prometi, aqui está o meu segundo review de hoje, do livro "Mau Começo", de Lemony Snicket. É a história de Violet, Klaus e Sunny Baudleaire, três crianças que recebem a notícia de que ficaram órfãs, e são herdeiras de uma grande fortuna. Assim, vão morar com um parente ganancioso que quer roubar a fortuna deles e matá-los em seguida.

Cada um deles tem, contudo, uma habilidade que os permite acabar com os planos desse parente, chamado Conde Olaf. Violet é uma excelente inventora, Klaus é um verdadeiro viciado em leituras e Sunny adora morder coisas.

Este livro é realmente interessante, apesar de ser realmente trágico. Todos tem grande participação, inclusive Sunny, cujas "palavras" são frases realmente longas traduzidas pelo autor. Um ponto a se considerar neste livro (como em todos os outros da série) é a interação de Lemony Snicket com o leitor, "dialogando" com ele, explicando e dizendo todas as horas para você fechar o livro e imaginar um final feliz. O que, depois de um tempo, se tornar um pouco chato.

Outra coisa boa neste livro é que o estilo de narrativa te leva a pensar na cena de maneira diferente: Snicket consegue deixar uma cena chata bem lenta, para exemplificar o tédio dos Baudelaire, e deixá-la bem rápida, exemplificando a ação que ocorre naquele instante. Isso, aliado ao fato que Snicket pega cenários realmente perturbadoras, transforma (na minha opinião) este livro num novo clássico da tragédia sem, contudo, tirar a posição de Hamlet (de William Shakespeare) do primeiro lugar. Vale lembrar que não são todos que gostam de tragédia, o que torna este um livro difícil de ser muito comercializado. E, por favor, NÃO procurem o filme do Desventuras em Série. Poupem seu tempo e seu dinheiro. O filme é terrivelmente ruim, misturando os livros 1, 2 e 3, para logo depois voltar para o final do 1.

Então, se você nunca leu nenhum livro de tragédia, experimente este. Talvez você goste. Se você não gosta de tragédia, leia também. É sempre divertido ver os planos mirabolantes dos Baudelaires derrotarem os planos mirabolantes do Conde Olaf. E, se você adora um livro de tragédia... nem preciso dizer, não é? ;)

Obrigado e boas leituras ^^



Hoje eu quero fazer dois reviews: o primeiro, eu farei do livro o Apanhador no Campo de Centeio (de J.D Salinger) e, depois, eu farei (como pedido aqui no blog por uma das 2 leitoras fixas *_*) sobre o livro Desventuras em Série (do autor Lemony Snicket).

Bom, O Apanhador no Campo de Centeio é um livro que "revolucionou" a adolescência do século XX. É a história de um adolescente-adulto chamado Holden Caulfield, contada pelo próprio Holden (estranho, e eu que pensava que livro em terceira pessoa era maioria... mas 3 dos 4 posts do blog são sobre primeira pessoa O.O), que está sempre repetindo o ano na escola. Não por ser burro (aliás, eu o considero muitíssimo inteligente, a sua maneira). Ele é simplesmente preguiçoso. Então, como estava de férias e em uma quarta feira ele iria voltar para casa, ele decide fugir da escola, e dos seus hipócritas colegas, e passar o tempo em algum lugar, até, mais ou menos, terça feira. Porém, Holden começa a se dar muito mal- entra em brigas, bebe para caramba e fuma que nem uma chaminé industrial, perdendo quase todo o seu dinheiro. Por ser um livro um pouco mais pesado de se ler- e não por causa dos palavrões, mas sim por causa da história em si- pode-se ter a impressão de que é um livro chato (como vários colegas meus tiveram). Contudo, eu não penso assim, dado ao fato que Holden (pelo menos no meu caso) sempre expressa as coisas de uma maneira divertida, mas ao mesmo tempo séria. Não é um livro que se pode ser dito como engraçado, mas eu o considero, com certeza um livro perspicaz, graças ao modo como o personagem ve as coisas. Holden é um personagem que não gosta e não aceita a sociedade moderna do jeito que é, mas nada pode fazer quanto a isso, por estar sozinho, apesar de estar sempre se rebelando e, mais importante, sempre vendo como as pessoas realmente são. Um hipócrita metido, um cara realmente legal, e assim por diante

Eu devo admitir, este review foi chato e cansativo. O Apanhador no Campo de Centeio é, ao meu ver, um livro que precisa ser lido para ser entendido- não se pode entender o esquema geral do livro em apenas um humilde review, por ser um livro que retrata um realidade segundo uma visão. Assim, feliz por ter tentado e entristecido por não ter conseguido escrever um review claro, compreensivel e interessante, me despeço aqui, pedindo desculpas.

Obrigado e boas leituras ^^

quinta-feira, 29 de julho de 2010




Desta vez, eu farei um review do livro Jogo-da-velha, da autora Malorie Blackman. Como todos devem saber, os chamados "brancos" escravizaram os "negros". Porém, nesta incrível história, Malorie retrata uma realidade alternativa: Os "negros" escravizaram os "brancos". Com uma incrível semelhança aos dias de hoje, o livro narra, em primeira pessoa, a história de Persephone (Sephy, para facilitar) e Callum. O nome, mesmo sendo estranho, é explicado facilmente: os Cruzes (negros, que se dizem, em sua maioria, superiores aos brancos) se consideram mais próximos de Deus. Os zeros (brancos e pobres), são considerados como isto mesmo, zeros, nada, insignificantes. Daí veio a idéia de Jogo-da-velha. Voltando à história. Sephy e Callum eram, desde bem pequenos, melhores amigos. O que, na sociedade alternativa de Malorie Blackman, já é algo muito estranho, quase impossível. Mas, mais estranho que isso, é o amor nascido entre ambos. Ninguém aprova isso: nem os zeros, nem os Cruzes. Além disso, algo parecido com as gangues dos dias atuais (chamada Milícia de Libertação, composta apenas por zeros), faz constantes atentados contra a vida dos Cruzes e exigem direitos mais iguais.

O começo mostra a adolescência de Callum e Sephy, assim como seu impossível romance. Após várias reviravoltas, acontece algo que os entristece muito- a separação entre ambos. Contudo, após alguns anos, eles voltam a se reencontrar, cada um se surpreendendo com o outro. Mas não posso contar a história, não é? ;)

O legal deste livro é o estilo peculiar usado por Malorie Blackman: ela alterna o narrador. Se no capítulo um, a narradora é Sephy, no capítulo dois é Callum- contando os dois lados da história. Um estilo muito interessante, e realmente a se considerar para um livro com vários personagens principais. Sem extrapolar, ou o livro ficará maçante. =)

Apesar de ser um romance, eu não posso colocá-lo no mesmo patamar de, por exemplo, Crepúsculo, onde os personagens são mais chatos assistir uma palestra de três horas sobre as propriedades da cerâmica e mais frescos do que os pães do meu pai (hmmm, saído do forno na hora-diliça). Em Jogo-da-velha, o romance é bem escrito, onde não fica aquele lenga-lenga de "Ai, eu sou feia, ele é perfeito..." e coisas assim. Além disso, os personagens são humanos, com sentimentos reais, ou seja, sentem dor, medo, raiva, tristeza, alegria, tédio, enfim, todos os sentimentos que os seres robóticos e perfeitos de Stephenie Meyer não possuem.

A última coisa, e me sinto na obrigação de dizer, é: Este livro deve ser lido, pelo menos, uma vez a cada ano, como, por exemplo, Hamlet, de William Shakespeare. Eu, pelo menos, aprendo, entendo e reflito uma coisa diferente cada vez que eu leio este livro (que, deve-se dizer, é um dos meus favoritos), ao contrário, novamente, de Crepúsculo, cujo os únicos pensamentos que se pode produzir são: "Ai, eu queria um Edward só para mim", de uma fã de Crepúsculo, ou então "Meu Deus, como isso fez sucesso?". Infelizmente, eu não sei o que um homem fã de Crepúsculo pensa porque eu não sou um (UFA!).

Assim, concluo meu review sobre o livro "Jogo-da-velha", de Malorie Blackman. Gostaria de deixar claro que eu não sou contra quem gosta de Crepúsculo. Não mesmo. Eu fiz este blog para expressar as minhas opiniões sobre livros, também (o que é o review senão isso???). Então, se você gosta de Crepúsculo, não se ofenda com a minha opinião. Ela não vai mudar. E a sua provavelmente também não. Ou seja, não poste comentários do tipo "Cala a boca, você não sabe o que é livro bom" ou "Se é ruim por que fez tanto sucesso?" ou qualquer coisa do gênero. Você está perdendo o seu tempo, e gastando o meu me obrigando a ler comentários como esse, com perguntas velhas e já satisfatoriamente respondidas por vários Anti-Crepúsculo ao redor do mundo. Posso estar parecendo um biltre arrogante, mas não sou. Estou apenas tentando poupar o meu tempo e, principalmente, o seu tempo, que você poderia estar usando para ler um livro, ver um filme, ou qualquer coisa que o valha. Então, quero deixar bem claro, pela última vez: Eu não gosto de Crepúsculo, não de quem não gosta de Crepúsculo. Por favor, desconsiderem esta imensa e dolorosamente chata última parte, se vocês não são fãs de Crepúsculo. Eu tinha que desabafar XD.

Obrigado e boa leitura ^^

quarta-feira, 28 de julho de 2010


Review: O Filho da Máfia, de Gordon Korman.

Este livro de Gordon Korman (que também escreveu a série " A Ilha", composta pelos livros "Naufrágio", "Sobrevivência" e "A Fuga" e escreveu um dos livros do "Labirinto de Ossos", começado por Rick Riordan, autor de Percy Jackson e os Olimpianos) retrata a vida de Vince Luca, o filho de um chefão da máfia americana, narrada pelo próprio Vince! Ele, apesar de ser o "príncipe da máfia", quer ter uma vida normal, como a de qualquer adolescente. Namorar, estudar, ir em festas, em fim, tudo o que um adolescente normal faz. Mas ele não consegue, pois os negócios de seu pai estão sempre se metendo em sua vida privada. O que realmente preocupa ele é que sua nova namorada é filha do agente do FBI que quer colocar seu pai na cadeia! Gordon Korman consegue, neste livro, expressar (ao meu ver) todas as preocupações, temores e sentimentos adolescentes, contadas em uma história com "afluentes" que, no fim, desembocam em um final memorável e divertido. O Filho da Máfia é, com certeza, um livro bom para se ler, por exemplo, quando se está entediado, ou mesmo em um ensolarado dia de céu azul, debaixo de uma frondosa árvore, e com a brisa fresca soprando em seu rosto. E, com este toque fantasiosamente delirante, eu encerro aqui meu review sobre o livro O Filho da Máfia.

Obrigado ^^



terça-feira, 27 de julho de 2010


Olá. Como minha primeira review de um livro, eu irei falar do livro "Artemis Fowl- o Menino Prodígio do Crime", primeiro livro da série Artemis Fowl, escrita pelo irlandês Eoin Colfer.

Sinopse: Artemis Fowl é um menino de 12 anos, que tem o maior QI da Europa (e provavelmente a maior frieza também), um dos melhores guarda-costas do mundo e uma imensa fortuna. Contudo, Artemis não pode ser chamado de uma pessoa "feliz". Sua mãe, Angeline, fora à loucura devido ao desaparecimento de Artemis Fowl Pai, dois anos antes, graças a um investimento errado. Artemis quer ouro, para restaurar a fortuna da família. E, para isso, ele quer sequestrar uma fada.
Assim que Artemis Fowl consegue por suas mãos em um exemplar da "bíblia das fadas", ou n'O Livro, seu plano se forma. E a "aventura" começa.

Eu posso, tranquilamente, colocar este livro como um dos meus favoritos. Eoin Colfer consegue retratar os cenários, ações e pensamentos das personagens detalhadamende, sem ser, contudo, chato. De fato, eu acho que Colfer consegue, de maneira muito sutil, encaixar boas piadas na história, sem perder o ritmo da narrativa, coisa que pouquíssimos autores fazem. Toda vez que eu leio Artemis Fowl- o Menino Prodígio do Crime, eu consigo dar risada. Mas pode ser que eu tenha um senso de humor esquisito. Não sei dizer.

Um outro ponto interessante neste livro, na minha opinião, é a opção de tradução. "Eu vou ter que ler em inglês?!". Não... mas você poderá aprender gnomês! Pois, onde normalmente ficam as notas do tradutor e do autor, existe um pequeno texto escrito no alfabeto gnomês. E vocês não precisam caçar no google o alfabeto. Afinal, na própria história "oficial" temos um pequeno trecho em gnomês, seguido de sua tradução, para você fazer sua própria tradução do rodapé de página! Assim, penso eu, nós podemos nos divertir duas vezes mais (e, se você ensinar o alfabeto aos seus amigos, poderá passar bilhetinhos em gnomês no meio da aula/trabalho sobre qualquer coisa. Não é uma idéia boa?)

Assim, eu concluo o meu primeiro review de um livro. Eu realmente acho que vale muito a pena você comprar não só este, mas todos os livros da série Artemis Fowl, que com certeza te darão excelentes momentos de leitura e diversão.

Obrigado ^^
Bom, olá, pessoal! Eu fiz esse blog, primeiramente, para todas as pessoas que gostam de ler e escrever se sintam confortáveis em publicar suas críticas para com livros, seus poemas, contos e textos em geral e novidades sobre séries, filmes baseados em livros, etc. Eu, ocasionalmente, também de publicarei alguns capítulos de um livro que eu escrevi (que, por enquanto, ainda não tem nome), e peço a todos os visitante e blogueiros que me ajudem, criticando os pontos fracos e os pontos fortes. Então, obrigado pelas visitas, e boas leituras! ^^