domingo, 5 de dezembro de 2010



O Mago- REVIEW



Olá. Estou meio sem tempo para postar (estou de férias, e descansar toma tempo!), mas eu arranjei alguns minutos de hoje para fazer minha obrigações de blogueiro. E hoje vou fazer o review de um livro que li recentemente: O Mago.
Pode parecer, por causa do título, que é uma história com magia, espadas, guerras e tudo o mais. Sim e não. Tem magia e espadas envolvidas, em pequenas escalas, mas não é uma aventura do tipo Harry Potter. É a fascinante biografia de um dos escritores brasileiros mais eminentes no mundo: Paulo Coelho, O Mago.
Não posso falar muito sobre o conteúdo deste livro, pois é uma biografia. E falar sobre biografia é estragar uma surpresa. Mas alguns fatos gerais talvez não façam mal a ninguém.
Escrito pelo mineiro Fernando Morais, este livro conta a parceria de Paulo Coelho e Raul Seixas (Paulo Coelho foi o escritor da música Gita), das viagens alucinógenas feitas por Paulo Coelho com drogas como cocaína, maconha e haxixe. De suas prisões em manicômios, de seus romances (inclusive com a atriz Renata Sorrah), de suas viagens e de seus textos publicados em jornas como O Globo.
Eu adoro os brasileiros. Eles são muito estranhos. Vejam o que aconteceu (e acontece até hoje). Enquanto a crítica acabava com os livros de Paulo Coelho, dizendo que eram mal escritos, sem conteúdo, toscos, entre outras coisinhas, o público amava a escrita do segundo autor mais traduzido do mundo depois de William Shakespeare. Paulo Coelho conseguiu ter três livro na lista dos Best-Seller no Brasil. Simultaneamente.
Ilustrado com fotos e documentos sobre a vida de Paulo Coelho, este livro carrega junto a interessantíssima escrita de Fernando Morais. É um livro em que você consegue ver as cenas da vida de Paulo Coelho se desenrolando na sua frente, como um cinema mental e pessoal. Este é um livro que vale muito a pena ser lido, não só pela história interessante como também pela fascinação que causa uma biografia bem escrita.

Tenho algumas novidades. Eu tenho dois projetos em andamento: Archer Quest e um outro livro que ainda não pensei no título. Archer Quest está completamente parado, não por falta de idéias (muito pelo contrário), mas porque estou focado apenas no outro projeto. Assim que eu terminar este outro projeto (o que com certeza não demorará muito, sendo que já estou mais ou menos na metade do livro), voltarei a escrever e postar Archer Quest. Lembro que este prazo é indefinido, já que quando solto as rédeas da minha imaginação, o cavalo só para quando está exausto. Assim, não posso prometer um prazo fixo para a volta de  Archer Quest, simplesmente porque eu não tenho prazo fixo para acabar meu outro livro.


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domingo, 14 de novembro de 2010




O Diário de Anne Frank- Review

Olá. Como prometido, vim fazer o segundo review de hoje. Desta vez, falarei de um dos livros mais pesados (emocionalmente falando) que eu já li. Estou falando de O Diário de Anne Frank, que (como você provavelmente já concluiu) é um diário escrito por uma garota holandesa chamada Anne Frank. O que você provavelmente não conseguiu concluir do título (a não ser que você já tenha lido este livro) é que é o relato de uma menina judia sobre as opressões sofridas na Holanda graças à Segunda Guerra Mundial (Hitler tinha que pagar por muita coisa... Pelo menos morto ele não mata mais ninguém).
Não dá para fazer sinopse deste livro. Eu, pelo menos, não consigo. Não tenho tato suficiente. Este livro eu terei que deixar "em aberto" para vocês.
Mas posso dizer algumas coisas sobre ele. Por ser um diário, os sentimentos da pequena Anne são completamente mostrados neste livro. Além disso, é mostrada também a pobreza em que viviam as pessoas daquela época, sendo considerado importante quantos quilos de feijão eram armazenados. As roupas eram usadas até não se caber mais. E assim por diante.
Para mim, este livro é o relato mais preciso da Segunda Guerra Mundial. Não por causa dos fatos históricos, nada assim. Por que, além dos fatos históricos, há a emoção de uma garota jovem, obrigada a ficar sentindo tédio num Anexo Secreto e com medo constante de que a Gestapo (polícia nazista) descobrisse seu esconderijo e capturasse sua família.
Desta vez, eu vou "rasgar a seda" de uma editora e recomendar a versão da Editora Record (Mesma editora de Artemis Fowl e Garota Infernal). Se forem comprar/baixar, comprem/baixem esta versão (cuja figura está aí em cima. Motivo: esta versão apresenta fotos de Anne e sua família, além de ter uma excelente tradução e trechos que talvez não sejam encontrados em outras versões.
Resumindo: este livro deve ser lido (independentemente da editora) e relido várias vezes por todas as pessoas do mundo para que ninguém cometa o mesmo erro de Hitler e faça o que ele fez. Então, mais enfaticamente que nunca, eu recomendo: leiam.

Obrigado, e boas leituras ^^



Robinson Crusoé- REVIEW



Olá. Como estive muito ocupado esses dias, não pude postar os reviews do MIB (Movimento de Incentivo ao Blog). Mas tudo bem, pois durante três dias eu farei a compensação. Farei dois reviews por dia. Ou seja, daqui a dois dias (dia dezesseis) a cota de livros estará completa e estaremos em dia.
O livro conta a história de Robinson Crusoé, um inglês que virou marinheiro por acaso. E, em uma de suas muitas viagens, seu navio afundou e Robinson, como único sobrevivente, teve que se refugiar em uma ilha do Caribe. Sozinho, Robinson precisa de muita coragem e paciência para sobreviver na ilha.
Robinson Crusoé é um clássico da Aventura. Não a toa. É um livro muitíssimo bem escrito pelo inglês Daniel Defoe, que mistura a boa narração inglesa (eu estou sinceramente impressionado. O pessoal que vive naquelas pequenas ilhas, Inglaterra e Irlanda, escrevem bem demais!) com um enredo envolvente. Uma excelente história.
Sua história não tem navegação à toa. Como o livro "As Viagens de Gulliver", do irlandês (leia acima) Jonathan Swift, Robinson Crusoé foi escrIto na época da navegação. Além de ter a parte histórica interessantíssima, há a realidade incrível deste livro. Eu sempre destaco a realidade dos livros por um motivo muito simples: quando o autor consegue deixar o livro com realidade (coisa que não são todos que conseguem- especialmente em livros com magia) ele se torna muito mais interessante. E devo dizer que Daniel Defoe consegue fazer isso com louvores e glórias.

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010




Garota Infernal- REVIEW


Olá. Vim agora fazer o review de um livro que não me agradou muito: Garota Infernal.
O livro conta a história de Jennifer, uma garota linda e conquistadora. Um dia, ao ir no show de uma banda pequena, Jennifer escapa de um incêndio graças aos membros da banda. E, de um dia para o outro, ela fica muito estranha.
O livro é isso. Juro. 66 páginas em Acrobat 100%. Em uma hora você lê o livro tranquilamente, e ainda pensa " Por que eu li esse livro mesmo?". Eu só li por causa da escola. 90% dos que leram da minha sala leram só por causa da capa (Megan Fox). Eu li por que o outro livro era da Stephenie Meyer. E eu ODEIO os livros da Stephenie Meyer. Eu nem acho a Megan Fox bonita!
Uma das coisas que me deixou mais irritado no livro foi isso: ele é classificado como Terror. Por favor. Eu já li histórinhas dos Três Porquinhos mais aterrorizantes.
Outra coisa: este livro foi baseado em um filme (e não o contrário). Ou seja, o livro ficou absolutamente sem história decente para se contar. O resumo do livro é isso que eu escrevi aí em cima.
Eu posso dizer que me interessei mais pela sinopse do livro do que pelo livro em si. O livro é decepcionante. A melhor comparação é " - Salgado quer dizer lindo. -Então você deve ser o molho shoyu, baby"
MOLHO SHOYU! QUEM É O DEMÔNIO VOADOR QUE COMPARA UMA GAROTA A UM MOLHO SHOYU?! GAROTAS SÃO HUMANAS! MOLHO SHOYU É SOJA FERMENTADA!
Acalmei, eu acho. 
O final. Esse foi engraçado, mas completamente desnecessário. Se o autor tivesse deixado o final no ar teria sido muito mais interessante. Foi um final desnecessariamente vulgar.
Então, se vocês desejam ler um livro bom, eu enfaticamente NÃO recomendo este livro. Você vai acabar se arrependendo. Juro, eu prefiro ler bula de remédio a ler esse livro novamente.

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Deltora Quest- As Florestas do Silêncio- REVIEW


Olá. Como ontem meu tempo estava curto, hje farei dois review como compensação. E o primeiro é do livro Deltora Quest- As Florestas do Silêncio, da autora Emily Rodda.
Este livro deve ser dividido em duas partes, que eu arrogantemente denominarei de O Reino e As Sombras.
O Reino é uma "introdução" à história, contando como o Príncipe Endon foi coroado rei e uma descoberta terrível de seu melhor amigo, Jarred, que foge do palácio para salvar sua vida. E, alguns anos depois, Jarred recebe um sinal de seu velho amigo para voltar ao palácio. Mas já é tarde demais para salvar o reino...
Já As Sombras conta a história de Lief, um turbulento garoto de dezesseis anos que vive pelas ruas de Del e ajuda seu pai Jarred na ferraria. No dia de seu aniversário, seu pai o chama para conversar e mostra para ele a única arma que pode derrotar o governador de Deltora: o Cinturão de Deltora. Ele, juntamente com um amigo chamado Barda, partem então em busca das Sete Pedras do Cinturão de Deltora. E a primeira busca os leva Às temíveis Florestas do Silêncio.
O que dizer sobre esse livro?
Muito bom. Um enredo envolvente, uma escrita rápida e personagens bem caracterizados são apenas partes deste livro. Quem joga RPG (Final Fantasy, jogos de PC, ou até mesmo com os clássicos dados) vai se encantar com este livro, Aliás, com todos da série. A própria autora afirmou ter tido a idéia ao assistir os filhos jogarem um RPG (Deus abençoe os criadores desse RPG).
Afinal, digam-me, quem não seria capaz de gostar de uma história onde duas pessoas saem andando pelo mundo na clandestinidade a procura de pedras mágicas que juntas servirão para expulsar de seu reino um tirano?

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segunda-feira, 8 de novembro de 2010



Comédias para se Ler na Escola- REVIEW



Olá. Hoje, terceiro dia da campanha MIB (Movimento de Incentivo ao Blog), eu trago para vocês um livro diferente: um pequeno livro de contos, de ninguém mais, ninguém menos que nosso queridíssimo Luís Fernando Veríssimo, excelente escritor na minha humilde opinião.
Neste livro, parece que Veríssimo discorre com o leitor sobre assuntos que vão desde Língua Portuguesa à anedotas. É um estilo super gostoso de se ler, uma literatura menos descomprometida, por assim dizer. Ele fala de coisas bobas como regência verbal, sentidos de palavras, tamanho de letras, etc (que, aliás, eu gostaria de chamar sua atenção para um coisa: você já reparou que, conforme você vai ficando mais velho e maior, eles diminuem muito a sua mesa de escola? Eu acho isso o cúmulo!). Quando você vai ver, você já está amarrado no estilo de escrita de Veríssimo, sem querer acabar com o livro. Apenas para o prazer de ler continuar.
Quando fiz uma prova sobre este livro, as pessoas reclamaram que o livro não era engraçado. Tudo por causa do "Comédias". Então, devo dizer duas coisas.
A primeira: eu acho que cada um tem um senso de humor diferente. Apesar de eu achar alguns dos textos de Veríssimo engraçados, meu humor é mais negro, escrachado. Pessoas com um senso de humor mais refinado que o meu riem muito mais com esse livro que eu.
Outra coisa. O sentido original de comédia não é algo para se dar risada. É o contrário da tragédia. Então, mesmo se você não rir com o livro, você não poderá considerá-lo uma tragédia. Não existe, em absoluto, histórias tristes neste livro.
Em suma, é uma ótima pedida de leitura, se você quiser relaxar, deitado na sua cama com a brisa fresca soprando no seu rosto (eu pelo mens gosto de ler assim), ou qualquer coisa que te deixe tranquilo, faça-o. Quando você menos esperar, você já acabou o livro. Uma pena, mas nem tudo é perfeito.
Aliás, vou pedir uma coisa a vocês. Por favor, eu lhe peço encarecidamente, por favor, me dê sugestões de livros. Eu estou ficando encurralado aqui. E a coleção Deltora Quest está cada vez mais piscando para mim. Por favor, não me obrigue a fazer a coleção Deltora de cabo a rabo. Deltora é super legal, mas você irá concordar comigo que doze reviews seguidos de uma só coleção não é legal.

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domingo, 7 de novembro de 2010



Colin Cosmo e os Supernaturalistas- REVIEW



Olá. Hoje, no segundo dia da campanha MIB (Movimento de Incentivo ao Blog), eu trago a vocês mais um livro do meu autor preferido, Eoin Colfer: Colin Cosmo e os Supernaturalistas. 
Colin Cosmo é um garoto normal, que vive no Instituto Clarissa Frayne para Meninos com Deficiência de Pais (algo conhecido hoje como orfanato). Ele, juntamente com os outros garotos do orfanato são usados como cobaias para testes químicos, tais como remédios, pomadas, etc. A média de vida dos garotos do Clarissa Frayne era de 15 anos. Colin tem 14. Assim, sem vontade alguma de morrer, Colin Cosmo aproveita a primeira oportunidade que tem para fugir, levando junto seu amigo Ziplock. Porém, perseguidos por um bedel cruel, eles são atirados de um prédio, no meio de uma chuva ácida, para um beco estreito e lamacento que contém, nada mais, nada menos que... um fio de gerador desencapado. E, logo depois disso, Colin Cosmo é encontrado pelos Supernaturalistas,
Devo confessar algo para vocês: Eoin Colfer é, de longe, meu autor favorito. Eu adoro o estilo de escrita dele. Seco, sarcástico, humorístico e encantador. Talvez seja eu que ache ele engraçado. De qualquer maneira, ele tem uma coisa que se percebe apenas quando se lê muito os livros dele (coisa que eu já fiz, sendo que ele é meu autor favorito): Ele repete nomes. Nada de ficar inventando nomes demais, isso é supérfluo. Assim, um nome falso do pequeno Arty em "Artemis Fowl- Uma Aventura no Ártico" se repete neste livro. E, até mesmo na sequencia Artemis Fowl se percebe uma pequena repetição de nomes. Mas, como este review não é de Artemis Fowl, e sim de Colin Cosmo, voltemos ao assunto deste post.
Uma coisa que eu admiro muito nos livros de Colfer é a realidade que ele usa para retratar as personagens. São seres tridimensionais, com sentimentos, emoções, incertezas, ou seja, são humanos. Psicológica E fisicamente falando.
Ainda podemos tocar na questão do enredo. Este livro é completamente maluco. De verdade. Uma hora você descobre uma coisa, para descobrir então que esta coisa é, na verdade outra e você se sentir mal por terem feito coisas erradas com a coisa. Confuso, não?
Amigos que são inimigos, inimigos que são amigos, amigos que são amigos mesmo e confusão. De todos estes fatores nasce uma coisa imperativa num livro (ainda que seja completamente paralelo ao nosso): a realidade. Você consegue se ver na pele das personagens, e tenta imaginar o que elas fariam.
É por esses motivos que eu adoro os livros de Eoin Colfer e acho que esta é uma das poucas obras-primas literárias do gênero infanto-juvenil.

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Qualquer colaboração será muitíssimo bem-vinda

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sábado, 6 de novembro de 2010




O Xangô de Baker Street- REVIEW


Olá. Hoje é o primeiro dia da campanha MIB e, como prometido, estou aqui hoje para fazer um review. Mas não é um review qualquer. É o review de mais um dos meus muitos livros favoritos: O Xangô de Baker Street. Nome estranho, esse.
Bom, se você reconheceu alguma coisa no título do livro, você provavelmente já sabe de quem se trata. Se não, uma pena que você nunca tenha lido alguns contos de Sir Arthur Connan Doyle, o criador do detetive mais famoso do mundo: Sherlock Holmes.
Desta vez, eu não farei o review sobre um conto de Sir Arthur. Eu farei o review de um romance de Jô Soares.
O Xangô de Baker Street conta a história de um violino Stradivarius roubado de uma marquesa. E, para solucionar a história deste roubo, o Imperador do Brasil na época, Dom Pedro II, traz ao Brasil um renomado detetive estrangeiro. Seu nome é Sherlock Holmes. Ele, juntamente com seu companheiro Watson, vem ao Brasil e experimentam muitas coisas novas e nem sempre boas para o futuro (tais como maconha e o tradicional Vatapá regado com Azeite de Dendê. Preciso falar mais?). E a história começa.
Não há muito o que falar deste livro. Muito diferente do estilo clássico de Sir Arthur, Jô Soares tem um estilo mais despachado, mais boca suja. Não ofende ninguém. Afinal, quem nunca falou palavrão que atire a primeira flecha. Apesar disso, percebe-se a pesquisa profunda feita por Jô sobre a época em que está ambientada a história.
Agora, devo avisar uma coisa. Este livro contém referências religiosas. Eu acho que, se você é intolerante com alguma religião específica ou geral, você não deve ler este livro. Independentemente da religião de cada um, todas as religiões devem ser respeitadas e tratadas como iguais, ainda que seus cultos sejam diferentes. Cada um tem seu(s) Deus(es), e cada um deve rezar por aquilo que acredita. Viva a liberdade religiosa!
Sobre o nome. Baker Street é onde vive Sherlock Holmes. Normal. O "problema" é o Xangô.
No espiritismo, Xangô é o "senhor da Justiça" e das pedras. Os homens que têm grande senso de justiça, que desaprova e pune os injustos são considerados "filhos" de Xangô. Homens como Sherlock Holmes. Dessa idéia, veio o nome: Xangô (o Justiceiro) de Baker Street.
Em suma, é um livro que eu altamente recomendo para leitura, independentemente dos credos pessoais de cada um. Viva a diferença, já dizia o sábio. E, logo que começar a ler, você já se sentirá com vontade de chegar às últimas páginas para descobrir o mistério do livro.

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Participem!

Obrigado, e boas leituras ^^

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Um desabafo


Olá a todos. Dessa vez eu não vim fazer um review. Aliás, estou começando a achar que esse blog está virando um diário meu... Ah, bom, voltando ao assunto. Hoje eu fui ver as estatísticas do Blogger para este humilde blog. Muito me surpreendi quando descobri que o review que eu fiz de Crepúsculo atingiu a marca de 44 visualizações, quase o dobro da marca da "segunda colocada" (Mau Começo), que atingiu a miserável marca de 24 visualizações. Pode parecer paradoxal, mas eu fiquei ao mesmo tempo triste e feliz com a marca de Crepúsculo. Fiquei muito feliz, pois meu blog foi exposto a 44 pessoas (se desconsiderarmos leitores constantes, na faixa de 39-40 pessoas). Afinal, é patrocínio do blog!
Ao mesmo tempo, eu me entristeci muito, pois percebi uma coisa: eu ganhei essas visualizações não por causa do meu suposto talento para a escrita, mas por Crepúsculo ser um livro "modinha" e, consequentemente, atrair muitos visitantes. Essa nunca foi minha intenção ao fazer o review de Crepúsculo. Não mesmo. A minha intenção era satisfazer a (naquela época, quase única) leitora que me requisitou este livro. Eu fiz com o maior prazer, e até com felicidade.
Então, eu pensei numa coisa. Louca, improvável, impossível, mas considerável. Uma campanha.
Não vou ter a ilusão tola de que todos os que lerem este post vão fazer o que estou pedindo. Na verdade, eu sei que poucas pessoas vão ler este post, mas eu vou pedir do mesmo jeito.
A campanha será daqui para frente chamada de MIB (Movimento de Incentivo ao Blog).
Eu estou partindo do pressuposto que todos os que lêem meu blog têm, ao menos, um e-mail e/ou algum site de relacionamento (Orkut, Facebook, Flickr, etc). MSN conta.
Eu vou fazer, por duas semanas, um intensivão de postagens. Uma por dia. Eu vou achar um jeito, com certeza.
A parte de todos os interessados em colaborar será a seguinte: Botar no Orkut, por exemplo, o endereço do blog. Nem que seja na primeira frase do "Quem sou eu". Quem tem Twitter, dar Tweet (nem sei como se escreve esse troço) nas minhas postagens (botões abaixo das mesmas). Compartilhar no Facebook. Comentar com os amigos. Qualquer coisa do gênero já vai servir.
Além disso, eu já criei uma comunidade no Orkut sobre o Livreiros de Plantão. A comunidade é moderada (comunidades desse tipo devem ser moderadas, senão o spam vai  virando uma erva daninha), mas todos os que quiserem participar da comunidade serão bem vindos. Fakes também. Só os completamente exagerados não. O link é http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=108020046

Acho que vocês já estão cansados da minha lenga-lenga e, por isso, vou deixá-los em paz. E, como sempre, quase que esqueço o mais importante.

A campanha terá início no dia 06/11, e a previsão de término é o dia 21/11. Quinze livros, duas semanas. Um bom ritmo, não é?

Qualquer, repito, QUALQUER colaboração será muitíssimo bem vinda.

Comentários? Faça! Perguntas? Faça-as também! Requisições? Peça, eu farei o mais cedo possível!



Grato desde já, e boas leituras ^^

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

É, pessoal, eu acho que hoje baixou o santo em mim, pois eu vou fazer duas postagens. Quando eu dificilmente faço uma por semana. Certo, eu estou brincando. Eu meio que me empolguei quando vi que pessoas dos Estados Unidos, México, Portugal e Gana (cruzes, eu quase coloquei Lisboa no lugar de Gana) acessaram este humilde blog. Viva a globalização, viva eles e, principalmente, VIVA VOCÊS QUE PATROCINAM MEU BLOG!!!! Muitíssimo obrigado. E, para comemorar, vou ser uma pessoa arrogante e postar o segundo capítulo daquele meu livro em desenvolvimento, o Archer Quest. Boas leituras e, novamente, MUITO OBRIGADO ^^!




Capítulo dois

Era meio-dia quando o sino da vila tocou, chamando todos os cidadãos para uma reunião.

- Como todos devem saber, nossa vila está em mortal perigo. - O autor desta frase foi o líder da vila, Nisual- E estou convocando a todos pois creio que ninguém deve ficar calado. Alguém tem algum plano?

- Líder, eu bolei um, que acho que deverá servir. Por que não plantamos armadilhas pelo campo de batalha? Poderemos, assim, dizimar parte do exército inimigo sem que eles ao menos possam revidar. – disse um elfo de voz fria e estatura grande.

- Excelente, mesmo. Todos os melhores alquimistas e magos, já podem começar. Mais alguém?

- Líder- disse Corash- eu tive um sonho hoje, sobre uma arma muitíssimo poderosa. Talvez algum de nós possa sair numa missão para recuperá-la?

- Corash, todos sabemos que seus sonhos são proféticos- riu Nisual- mas você quer mesmo que nós acreditemos que uma arma, apenas uma, poderá salvar nossa vila? Pelo amor do Criador!

Corash silenciou, e ele sentiu o olhar de Mahslia em sua nuca. Mas havia mais alguém o olhando com interesse. Ele só não sabia quem.

Corash estava terminando de desenhar algo em um pergaminho, quando Mahslia entrou.

- Corash! Eu te disse para esquecer esta arma!

- Desculpe-me, Mahslia, mas esta arma vai nos ajudar, eu tenho certeza. E eu vou em busca dela, querendo você ou não!

- Onde você está pretendendo ir, posso saber?

- À Montanha Selque, e você não vai junto comigo- acrescentou ele, captando o olhar da amiga.

- Ah, eu vou sim. E, mesmo eu não acreditando nessa missão, você precisa de mim. Afinal, quem irá te proteger?

- Engraçadinha. Você não vai, não. Você está muito perto de se formar, eu não posso deixá-la ir e perder a formatura.

- Formatura? Isso só serve para participar do exército! Eu vou com você, “querendo você ou não”. Assunto encerrado.

- Que seja, Mahslia, mas qualquer coisa que acontecer com você é de inteira responsabilidade sua. Entendido?

- Tudo bem, Co. Quando nós partimos?

- Assim que você arrumar a sua mochila com cordas, comida, cantis com água e um pouco de dinheiro. E não esqueça sua maça!

- Muito bem, eu não me esquecerei. Dê-me meia hora e nós nos encontramos no portal da cidade. Pode ser?

- Feito. Agora, apresse-se, pois eu quero começar esta jornada o quanto antes.

Mal sabiam os dois amigos que havia uma terceira pessoa escutando sua conversa.

Corash olhava para a sombra do relógio de sol da cidade, impaciente. Mahslia estava atrasada.

- Co! Cheguei!- disse uma Mahslia ofegante.

- Aleluia, garota! Você demorou duas horas a mais que o previsto!

- Desculpe. Eu tive que me livrar dos meus pais. E você, como chegou aqui no horário?- disse a garota, na defensiva.

- Você conhece meus pais. Eles me acham um fracassado, não ligam se eu ficar fora até de tarde- respondeu o garoto, irritado.

- Co, desculpe! Eu...- começou a garota

- Deixa pra lá, ok? Vamos logo começar, quanto antes nós começarmos, antes acabaremos.

- E onde vocês pensam que estão indo?- perguntou uma voz fria



O Poderoso Chefão- REVIEW


Olá a todos. Hoje eu vim fazer o review de mais um dos meus livros favoritos: O Poderoso Chefão, escrito pelo descendente de sicilianos Mario Puzo. E não me perguntem que Mario.
O Poderoso Chefão é a história de uma guerra entre as máfias novaiorquinas e, em paralelo, a história de Johnny Fontane, afilhado de Don Corleone, o chefe da "Família". Tecnicamente, Johnny Fontane é o grande cantor Frank Sinatra com outro nome.
A história começa com o casamento da única filha de Don Corleone, Connie Corleone. Neste casamento, Don Corleone recebe alguns clientes para receber os presentes para a filha (?) e tratar de negócios. E, no meio de tudo, palavrões, álcool e sexo. Proibido para maiores de 16 anos.
Mario Puzo tem um estilo interessante de escrita, um estilo que é descritivo o suficiente para te ajudar a imaginar a cena, mas não descritivo o bastante para ser maçante, descrevendo cada folha de árvore de uma fazenda de maçãs. Eu poderia chamar esse estilo de "livre", ou seja, você não se sente preso às cenas dos livros, fazendo com que sua imaginação voe sobre a história e esta se torne cada vez mais interessante.
Outro ponto muito forte nesse livro é a excelente exploração das características bem marcadas dos personagens secundários, como Sonny Corleone, violento e impulsivo, e Tom Hagen, calmo e calculista, dois grandes amigos mafiosos.
Devo avisar, este livro tem muitos palavrões. E quando eu digo muitos, eu digo MUITOS. É um livro que exige um pouco de maturidade para ser lido (metade dos que lerem isso vão perguntar por que eu li ¬¬). Não só por causa dos palavrões. Crianças de cinco anos já sabem mais que eu sobre palavrões. São assassinatos, sexo, alcoolismo e maneiras inescrupulosas de se ganhar dinheiro. Alguém com pouca maturidade pode achar que vale a pena tomar pipoco em troca do dinheiro. NÃO VALE! (Ah, bom, quem sou eu para dar lição de moral?)
Ah, outra coisa. Já me ligaram me dizendo que odiaram meu último post (Sinta-se envergonhada, pessoa cruel XD). Mas eu já disse que essa pessoa ia me xingar. Nada contra. Amigos forever, não vai ser uma revistinha com quadrinhos japoneses que vai estragar nossa amizade XD.
Bom, algo me diz que eu estou desviando demais do tema central desse review, então acho melhor concluí-lo. Se eu desembesto a falar, vocês só terminarão de ler daqui a três anos. E eu não quero perder meu 3 assíduos leitores por causa da minha boca grande.

Obrigado, e boas leituras ^^



quinta-feira, 28 de outubro de 2010



Ah! My Goddess!- REVIEW


Olá a todos. Hoje, como sempre, trarei um review para vocês. E, como eu disse no último post, incomum. Hoje eu farei o review de uma história de meu mangá (Se for me xingar, Nátali, só no meu orkut XD) favorito: Ah! My Goddess. Mangá, para os que não sabem, é um tipo de gibi japonês. Um TIPO!
O mangá conta a história de Keiichi Morisato, um garoto que vive num dormitório masculino com entrada proibida para meninas. Ele estuda em uma universidade e faz parte do auto-clube desta. Um dia, enquanto seus patrões estavam em uma festa, Keiichi fica com fome e tenta ligar para uma pizzaria. Mas ele acaba ligando para a Linha de Ajuda das Deusas. E, de dentro do espelho de seu quarto, sai uma linda garota que se intitula uma deusa e se chama Belldandy. Ela diz que...
Ah, leiam para saber o que ela diz. Muito spoiler fica chato.
Eu, pessoalmente, adoro mangás. Esse é, para mim, especial. Eu sempre quis lê-lo, desde que eu ganhei uma revistinha que vinah com uma foto desse mangá. Eu vi outros, também, mas ESSE me chamou especial atenção. Não sei por quê. Então, peço um pouco de paciência extra nesse review. Além de um metido a besta que finge ser um crítico literário, serei hoje um crítico artístico. Cool, huh?
Primeiro, vamos a história. Com um diálogo interessantíssimo, além de um enredo cativante, este mangá conta com uma coisa que, para mim, quase o eleva à santidade. Mitologia.
Não a mitologia grega. Uma mitologia menos conhecida, mas tão (ou até mais) interessante quanto. Eu me refiro à mitologia nórdica. Dá pra se aprender um bocado dela nesse mangá.
Sobre a parte visual. Excelente. O desenho das personagens vai evoluindo perceptivelmente à medida em que o mangá avança na história. O autor desse mangá também ajudo em muitos jogos da Nintendo, principalmente da série Tales Of (Phantasia, Symphonia), que, aliás, são altamente recomendados.
Então, se você gosta de uma boa comédia romântica (boa mesmo), de uma história cativante ou de ler, acesse o site http://www.chrono.com.br/downloads/3.html , onde há downloads free e bem traduzidos desse incrivel
mangá que, infelizmente, não é muito popular aqui no Brasil.

Obrigado, e boas leituras ^^

sábado, 16 de outubro de 2010



Harry Potter e a Pedra Filosofal- Review


Olá a todos! Depois de um tempo sem postar no blog (vagabundagem, admito), tentarei começar um ritmo constante. Afinal, todos temos defeitos, e não é porque eu falo como um almofadinhas fresco e estou do outro lado do computador que eu vou mentir para vocês. Eu sou sim um preguiçoso sim!

Bom, agora voltando ao assunto principal. Harry Potter é um garoto magricela e baixinho, de onze anos, que mora dentro do armário da escada na casa dos tios. Um dia, contudo, Harry recebe uma carta escrita em pergaminho. Na época do papel? Pois é, o que não é a magia!
Após seu tio privá-lo de ler as cartas, Harry recebe uma visitinha. E, após essa visita, Harry vai para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, na qualidade de bruxo. E a história começa de verdade.

Bom, sendo eu um "crítico" arrogante e metido, devo dizer algo sobre esse livro. Excelente. Uma história muitíssimo bem escrita, com um enredo interessantíssimo e, mais que tudo, um perfeito desenvolvimento das personagens. Os diálogos entre as personagens é muito bem feito, e a apresentação das personagens é um outro ponto forte neste livro. Como todos os livros bons (e qualquer crítico eminente falará a mesma coisa que eu), as personagens tem características próprias. E devo lhes dizer, muitos livros que conseguem fazer isso não conseguem chegar no nível de Harry Potter. Pois, após ler, você com certeza pensará "Como raios esses caras ficaram amigos?".

Um livro excelente como este deve ser lido. Se você não leu (o que eu, sinceramente, não acredito), leia. Vale a pena. Se já leu... leia de novo. Afinal, livros bons não cansam. O.K., cansam sim, mas demoram mais que um livro chato.

O próximo review vai ser um pouco mais... incomum. E a Nátali vai me xingar, mas tudo bem. Dela eu já espero. Só tenho medo de vocês, leitores, me xingarem.

Obrigado, e boas leituras ^^

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Gente, eu me odeio. Juro.

Imaginem que, por mera e pura preguiça (e a vontade de deixar no integral), eu acabei deixando o último post em cinza escuro. No fundo grafite. Eu sou mesmo uma anta.

Não que eu sentisse vergonha do review feito pelo Fred Esquef, muito pelo contrário. Eu gostei muito do estilo de escrita dele, mais comum, ao contrário do meu, formal. Eu acho que o texto do Fred é muito mais leve que o meu, quando se lê, um estilo mais... humano.

Então, considerem este post um pedido de desculpas a todos os meus dois leitores (acho que é isso), e, principalmente, ao Fred. Eu sou mesmo uma mula, Fred, então, por favor, continue escrevendo. Tenho certeza que o pessoal do blog vai perdoar esse erro meu e se esforçar para ler o seu review.

Grato a todos, boas leituras e, por último mas não menos importante, perdoem-me


ARTEMIS FOWL- UMA AVENTURA NO ÁRTICO- REVIEW


Artemis Fowl
Uma aventura no Ártico



Olá pessoal,segundo review meu deste livro,(to muito puto porque meu pc foi formatado e eu perdi o primeiro)mas,ta aí .E é o meu primeiro review então por favor relaxem um pouco nas criticas,serão bem aceitas apenas se forem construtivas.
"Eu sabia que ele voltaria.
Eu sabia"
OMG,foi o que eu pensei quando terminei de ler esse livro. Meu livro favorito diga-se de passagem. O Eoin, autor do livro, conseguiu mais uma vez te botar dentro da história, fazer você se sentir como se estivesse lá, assistindo ao vivo aos acontecimentos .Nesse livro temos uma pessoa contrabandeando para os goblins fontes de energia produzida por humanos. Holly tem certeza de que o culpado é Artemis, mas ele está muito ocupado armando um plano para achar e resgatar seu pai. O que eu achei mais legal nesse livro foi justamente o lado humano mais forte no pequeno Arty.Ele não é mais como antes,ele tem sentimentos.
Temos também a apresentação da que pra mim é a 2° personagem mais engraçada da série(só perde pro Palha) a Duende-diabrete megalomaníaca Opala Koboi.
Vou parar por aqui senão vou acabar soltando spoilers.Só posso dizer: comprem. Leiam, vocês não vão se arrepender.


"...uma mistura original de mito e modernidade,magia e crime." - Time




Espero que tenham gostado.


Créditos: Fred Esquef

quarta-feira, 8 de setembro de 2010


O LADRÃO DE RAIOS-REVIEW
Olá a todos. Finalmente livre de tanta pressão por causa das provas, voltarei a postar no blog com regularidade. E, como uma comemoração absolutamente informal e arrogante da minha parte, farei o review do livro "O Ladrão de Raio", da série "Percy Jackson e os Olimpianos", escrita pelo norte-americano Rick Riordan.
O livro conta a aventura narrada por Perseu "Percy" Jackson, um semideus que, como todos os outros semideuses, é disléxico e tem déficit de atenção. Além de ter uma característica bem própria: Percy é bem atrapalhado. E, depois de ser perseguido pelo Minotauro e perder sua mãe, Percy acaba indo parar no "Acampamento Meio-Sangue", onde descobre sua identidade. Porém, ele logo é mandado em uma missão para resgatar o "raio-mestre" de Zeus. E, junto com Annabeth Chase, uma semideusa filha de Atena e Grover Underwood, um sátiro "seguidor" do deus Dioniso, Percy parte do Acampamento Meio-Sangue em uma perigosa aventura que o levará até o inferno. Literalmente.
Eu pessoalmente acho que, apesar de muito bem escrita, O Ladrão de Raios pegou carona no sucesso feito por Harry Potter, da britânica J.K. Rowling. A comparação é inevitável, se temos em vista que, nos dois casos, são "crianças" no padrão de dois meninos e uma menina se metendo em enrascadas até o pescoço. Ah, isso sem contarmos que as crianças são poderosas.
Mesmo assim, eu achei realmente interessante a iniciativa de Rick Riordan de usar a mitologia grega (pela qual, devo confessar, sou fascinado) para desenvolver sua história, apesar de eu ter achado um pouco forçado demais os deuses irem morar nos Estados Unidos da América simplesmente porque lá é desenvolvido. O nacionalismo ainda vive em nossos corações, pelo jeito!
Mesmo bancando o advogado do diabo aqui nesse review, eu gosto da série do Percy Jackson e os Olimpianos e acho que, se você gosta de livros de aventura, no estilo Harry Potter, gosta de mitologia ou simplesmente gosta de ler você deve ler este livro. Ele tem um enredo interessante, envolvente e, em algumas partes, engraçado. É um livro que vale a pena ser lido.
Obrigado, e boas leituras ^^

segunda-feira, 23 de agosto de 2010


TODA MAFALDA- REVIEW

Olá a todos. Finalmente, arranjando um tempinho para escapar da tirania escolar (também conhecida como época de provas), vim aqui no blog fazer um review do livro Toda Mafalda, do Quino.

Ao contrário de todos os livros que eu comentei aqui (que podem ou não conter imagens), este livro é feito em quadrinhos. Só em quadrinhos. Assim, podem ser mostradas situações cotidianas da vida de crianças de um modo mais abrangente e leve, sem ter um formato "piadinha" que teria se fosse somente escrito.

Mafalda é uma criança argentina de quatro anos que vive na época da guerra fria e do Vietnã. Com vários amigos adquiridos ao longo de sua vida, ela debate assuntos interessantes, de coisas fantasiosas de crianças ao tema político e social em que se vivia.

É interessante se observar neste livro o desenvolvimento das personagens. Além de algumas mudanças físicas, pequenas mas muito reparáveis, vê-se o amadurecimento de Mafalda psicologicamente, mostrando assuntos cada vez mais polêmicos para, logo depois, mostrar tirinhas de preocupações infantis, como a escola.

Outro ponto positivo neste livro é a interação entre desenhos e histórias. Por exemplo, existe uma tira em que Filipe (um amigo de Mafalda) deve ir à frente da sala responder a chamada oral feita pela professora. É mostrado então o caminho de Filipe, sentindo-se minúsculo. Ele fala à sala sobre a matéria e, quando a professora o elogia, ele volta para sua mesa em um tamanho gigantesco, que mostra como ele se sentia grande e superior em relação aos outros.

Quino consegue mostrar, além de tudo isso, senso de humor perante várias situações, que beiram ao ridículo quando olhadas por um espectador.

Em suma, este livro deve ser tratado com muito carinho, por ser simples e direto, mas mesmo assim conseguir passar uma mensagem clara e que, apesar de ser de senso comum, nunca é respeitada. Não vou dizer qual é, leiam o livro! Realmente, vale a pena.

Obrigado a todos e boas leituras ^^

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Olá, pessoal. Estou aqui para avisar que, por motivos de força maior (também conhecidos como provas) eu irei postar aqui no blog apenas ocasionalmente, ou seja, quando eu tiver um dia para fingir que a terrível obrigação de me provar perante pessoas formadas foi abolida e que eu posso ficar o dia inteiro no computador. Assim, eu poderei compensar os dias em que eu passo estudando, para postar no blog e ouvir minhas músicas, etc.

Próximos reviews:

Toda Mafalda, de Quino
Ladrão de Raios, de Rick Riordan (sim, da mesma série que a Nátali fez o review *-*)
Atlantis, do David Gibbins
Dragões de Éter- Corações de Neve, de Raphael Dracoon
As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain
Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J.K. Rowling
O Iluminado, de Stephen King

Ah, sim, e se eu tomar vergonha nessa minha cara feia e achar meu Hamlet, eu com certeza farei dele também.

Obrigado a todos e boas leituras ^^

domingo, 15 de agosto de 2010

Olá a todos. Hoje, finalmente, irei postar o Prólogo e um dos capítulos de um dos livros que estou escrevendo. Este daqui se chama Archer Quest, e eu espero sinceramente que vocês gostem!






Prólogo

O homem olhou para frente fixamente, com o capuz de seu negro manto encobrindo completamente seu rosto. Seus olhos, com grandes íris vermelhas, brilhavam maliciosos e frios. A escuridão predominava no recinto, com apenas uma fonte de luz dissipando-a. O homem começou a caminhar na direção da luz, lenta e firmemente.

- Como está o ritual?- perguntou ele, com sua voz fria ecoando alta pela sala.

- Pronto, meu amigo. Apenas precisamos de você para fechar o círculo- respondeu um vulto alto e magro à sua direita.

- Então, completemos o ritual- decidiu ele, dando as mãos para o segundo homem que falara e para um ser baixo e atarracado à sua esquerda. O homem fechou seus olhos vermelhou e concentrou-se. Quando falou novamente, sua voz estava diferente. - Aqui selamos esta poderosa arma para que apenas a pessoa mais digna de possuí-la consiga retira-la de seu túmulo. Nós, representantes de todas as raças, nos reunimos para realizar a Jura de Vida que selará o objeto.

- Eu sou Ja-Fis, dos anões- disse o vulto atarracado à esquerda do homem.

- Sou Aelry, dos orcs- gritou um vulto grande e fedorento, a esquerda do anão.

- Meu nome é Kethel, dos halflings. - sussurrou um vulto baixo a esquerda do orc.

- Rial Ruil, dos elfos- disse o vulto alto e magro à direita do homem que falara primeiro.

- Cael Kash, dos humanos- falou o homem. Ao som de seu nome, uma luz dourada nasceu no centro do círculo e se expandiu, englobando toda a sala. A inconsciência de quase todos foi imediata.

- Então, a última arma foi selada- sussurrou ele, caindo de bruços no chão e morrendo.

Capítulo um


Corash acordou sobressaltado. Ele tivera um sonho muito estranho. Algumas pessoas meio macabras estavam fazendo um ritual estranho. E havia uma arma envolvida...

Talvez uma apresentação seja útil a essa altura. Corash Lam era um típico elfo, alto e esguio. Sua pele era pálida, e seu cabelo castanho curto era arrepiado.

Vindo de uma tradicional família de mercadores, Corash foi o primeiro Lam a treinar para se tornar um guerreiro da vila. Mesmo enfrentando muito preconceito por parte de seus pais e irmãos, ele conseguiu, por mérito próprio, entrar no Esquadrão de Arquearia do exército. Mas ele ainda era apenas um aprendiz, o que significava que ele não poderia combater junto aos formados, sob pena de morte. Só que a vila precisava, agora mais que nunca, de guerreiros qualificados. Pois uma guerra ameaçava todo o Reino de Lynzea, e a vila de Sparon era o primeiro obstáculo do exército seguinte. E o exército de Sparon necessitava urgentemente de combatentes para a guerra. Caso contrario, todo o reino de Lynzea poderia ser esmagado.

Enquanto pensava nisso, Corash ouviu uma batida na porta.

- Entre!- disse ele- Ah!, Olá, Mahslia. Como vai?

- Oi, Corash. Eu estou bem, e você?- disse a elfa, inclinando-se para beijar Corash no rosto. Mahslia era uma bonita elfa, com cabelos ruivos presos em um rabo de cavalo comprido. Ela parecia ser delicada e meiga. Coisa que, realmente, ela era. O que não significava que ela era fraca. Pois Mahslia era uma das melhores aprendizes de maga de toda a vila.

- Eu estou bem, Ma, mas eu tive um sonho realmente estranho.

- Como foi?- perguntou a amiga, solicita. Os sonhos de Corash eram realmente incríveis. Eram quase que um oráculo para ela.

- Ah, um círculo de pessoas estava selando uma arma dourada. Mas não pode ser de verdade, não é? Quero dizer, isso não existe, existe?

- existe sim, Co, existe sim. Mas não se preocupe com eles. Preocupe-se em treinar para se formar rapidamente. Nós logo entraremos em guerra, e precisaremos de toda a ajuda que pudermos conseguir.

Corash não respondeu. Ele queria, mas não tinha respostas para a amiga. Afinal, alguma vozinha insistente no fundo de sua cabeça dizia incessantemente que a arma seria vital para a sobrevivência da vila, e que a mesma arma vital estava na Montanha Selque, gigante e impenetrável.

domingo, 8 de agosto de 2010




Olá a todos. Eu voltei aqui, depois de um longo tempo sem postar (considerando que eu postava todos os dias *-*), para fazer o review do livro Ponto de Impacto, do Dan Brown.

A história gira em torno de Rachel Sexton, agente da inteligência americana e filha de um senador que concorrerá à presidência e Michael Tolland, um famoso oceanógrafo e apresentador de TV.

Mandada para o Ártico para confirmar se um meteorito encontrado pela NASA era real, Rachel e Michael, junto com outros cientistas, são perseguidos por um grupo de assassinos especiais ao suspeitar de uma fraude da NASA. Paralelo a isso, é contada a história da corrida presidencial americana entre o atual presidente e o pai de Rachel. Junto a isso, vem informações sobre várias equipes e agências americanas, que enriquecem o livro (e, por que não dizer, a sua cultura também) e (ao menos para mim) deixam a história mais fascinante que um livro "comum", por assim dizer.

Aqueles que, por um acaso, já leram algum livro de Dan Brown e conhecem seu estilo, gostarão deste livro. Aqueles que nunca leram Dan Brown, permitam-me explicar seu estilo. Dan Brown faz uma ficção completamente baseada no mundo real, com instituições reais (como a NASA, por exemplo) e informações precisas. Além disso, os personagens de seus livros são muitíssimo bem retratados, e as "histórias paralelas" são, na verdade, vários galhos de uma árvore, que terminam num mesmo tronco sólido. Outro ponto forte de Dan Brown é sua maravilhosa pesquisa. Eu, pessoalmente, consigo ver que Dan Brown se esmera em pequenos detalhes de pesquisa que, às vezes, podem faltar em alguns livros, e que muitas vezes passam despercebidos, mas que deixam as histórias de Dan Brown impecavelmente precisas e completas, sem serem, contudo, entediantes.

Em suma, eu acho que Ponto de Impacto, assim como todos os livros de Dan Brown, devem ser lidos com muito carinho, pois são livros que realmente valem a pena de ser apreciados.

Se vocês gostaram deste (e de outros) review, por favor, sigam o blog! E, gostando (ou não), por favor, comentem para me ajudar a melhorar o blog!

Obrigado e boas leituras ^^

domingo, 1 de agosto de 2010





Olá. Hoje, a pedido da única (espero realmente que isso mude!) colaboradora do blog, resolvi postar um review sobre Crepúsculo. Sim, senhoras e senhores, pode parecer modinha falar sobre Crepúsculo. E talvez seja. Mas eu, sinceramente, não ligo. =D

Bom, Crepúsculo atingiu um sucesso mundial. Deverão ser dados os créditos. Isso não é algo fácil. Contudo, será que é mesmo isso tudo que é patrocinado?

Eu comprei o livro. Admito, eu comprei. E em desespero, pois eu faria uma prova sobre ele no dia seguinte. Correção: sobre ele, ou sobre Dewey- Um gato entre livros. Eu, tendo absoluto ódio e desprezo por gatos, resolvi comprar Crepúsculo. E não me arrependi, pois tirei uma nota muito boa na prova. (Acho que minha vida já cansou um pouco, não?)

A questão é o que foi feito com a história. A autora, Stephenie Meyer, pegou uma criatura já existente como base para sua história, um vampiro (criatura criada pelo irlandês Bram Stoker, no seu clássico livro "Drácula"). Até aí, excelente. O problema foi o que ela fez com os vampiros.

Se pegarmos um vampiro "clássico" (que, deve-se dizer, é um pouco diferente do vampiro criado por Bram Stoker), teremos as seguintes características:
  • Fraco à luz do Sol, se transformando em cinzas ao ser por ela tocado.
  • Pode ser assassinado se uma estaca de madeira for fincada em seu coração
  • Se evitarem a luz do Sol e entrar em embates contra humanos armados de estacas de madeira, podem ser imortais.
  • Só podem sobreviver se beberem sangue humano
Essas são as características mais básicas de um vampiro "clássico". Contudo, um vampiro "Meyeriano" possuem as seguintes características:

  • Eles podem sair à luz do sol, mas não é algo muito legal, pelo fato deles brilharem mais que um quilo de purpurina jogada de uma avião em um dia ensolarado.
  • São imortais, mas os Vulturi podem matá-los (sim, Desciclopédia também fala verdade, pessoal!)
  • Eles são "vegetarianos"! Qualquer sanguezinho já os sacia!
Além disso, as personagens de Stephenie Meyer vivem numa cidade aonde o Sol sai três vezes por ano. Outra desvantagem deste livro é, ao meu ver, a falta de sentimento neste livro. O livro Artemis Fowl, por exemplo, é escrito em um tom impessoal, que representa a falta de emoções do pequeno Arty. Mas, quando tem um sentimento envolvido, ele é bem explorado e explicado por Eoin Colfer. Crepúsculo é o contrário de Artemis Fowl. Em Crepúsculo existem muitos sentimentos, poucos "bem" explorados e nenhum bem explicado. Pode conferir. Enquanto nos livros que eu considero bons está escrito " Zezinho (exemplificando) sentiu um frio na parte baixa do ventre quando ouviu aquelas palavras. Algo nelas fazia com que ele sentisse vontade de sair correndo e nunca olhar para trás.", em Crepúsculo é escrito mais ou menos assim: "Zezinho estava com muito medo.".

Outro ponto cansativo e chato em Crepúsculo é o monólogo da personagem. Sempre a mesma coisa. A história de Edward ser perfeito e ela ser uma tiazinha qualquer. SEMPRE A MESMA COISA! É realmente irritante, e isso foi me cansando de uma tal maneira... Tanto que eu consegui ler o livro apenas uma vez. É, pessoal, o que o desespero não faz com uma pessoa, não é?

Uma última observação: Eu acho que metade da idolatração para com Crepúsculo deve ser abolida. Afinal, Stephenie Meyer manteve apenas o nome e a clássica mordida de um vampiro. Mudou todo o resto. Pelo amor de Deus, vampiros devem ser vampiros! Eles são criaturas já criadas e, por tanto, INÁLTERÁVEIS! Quando alteraram o vampiro de Bram Stoker, alteraram uma PEQUENA coisa, não uma criatura inteira. Para mim, isso até tira um pouco da credibilidade de Stephenie Meyer, que poderia ter pensado um pouco mais e criado uma nova criatura, com algumas características vampirescas. E não, eu não estou ofendendo a autora. Isso vai completamente contra todos os meus princípios. Estou apenas declarando minha opinião, que eu acredito ser um fato.

Em suma, eu achei Crepúsculo um livro terrivelmente ruim e maçante. Personagens chatos, robóticos e perfeitos, que, para mim, tiram completamente o gosto de uma boa história, um romance melosamente nojento e o monólogo mais repetitivo que eu já vi em todos os livros que eu li (e, modéstia a parte, eu já li MUITOS livros).

Assim, eu concluo meu review sobre Crepúsculo. Se você não gostou do review, por favor, não faça um comentário ruim. Poupe seu precioso tempo. Sem contar o meu. Tempo que você poderia estar usando para ler Crepúsculo, ou um outro livro qualquer. Se você gostou, por favor, comente! Eu ficarei muito feliz de saber que meus poucos leitores estão gostando do blog =D.

Obrigado e boas leituras ^^


Oi gente! Eu sou amiga do Klaus e fiz um review de ''Percy Jackson e Os Olimpianos'', pra por no Blog. Espero que vocês gostem!!!!
Percy Foi umas das primeiras obras do escritor Norte Americano Rick Riordan - conhecido pelas obras ''Tres Navarre", "Kane Chronicles"(ainda nao lançado) e o proprio Percy Jackson.
A saga de cinco livros de Percy Jackson (O Ladrão de Raios, O Mar de Monstros, A Maldição do Titã, A Batalha do Labirinto e O Último Olimpiano) conta a história de dois jovens semideuses, Perseu Jackson, Anabeth Chase e seu companheiro Grover Underwood (que é um sátiro, seguidor do deus Dioniso) contra um ex-amigo, Luke Castellan e o maior rival de todos os Olimpianos: Cronos, O Titã pai dos Tres Grandes Deuses: Zeus, o deus dos céus e dos raios; Poseidon(pai do nosso protagonista!), deus dos mares e Hades, o deus dos mortos :O.
Riordan, a meu ver, progrediu muito durante a série em questao. O livro é narrado pelo próprio Percy durante a saga toda. No primeiro livro, Percy tem doze anos e Riordan narra o livro como uma criança dessa idade.No segundo e terceiro, pude perceber muito bem como o narrador amadureceu mentalmente em um intervalo de um ou dois anos na vida da personagem - estando ele com treze e catorze anos - . No livro final da série, O Último Olimpiano (ainda nao publicado),
Percy tem 16 anos e passa a imagem, de um adolecente confuso e indeciso sobre suas escolhas para a própria vida. Também passa a imagem estar preocupado com o que acontece. Você simplesmente nao sente a mesma coisa lendo o Último Olimpiano e o Ladrão de Raios, graças ao modo que Riordan desenvolve as personagens (num estilo muito parecido com os livros da série Harry Potter, da britânica J. K. Rowling).

Acaba aqui o meu primeiro Review para o Livreiros de Plantao*-*. Espero que gostem!
Bjus*-*

Natali

sexta-feira, 30 de julho de 2010




E, como prometi, aqui está o meu segundo review de hoje, do livro "Mau Começo", de Lemony Snicket. É a história de Violet, Klaus e Sunny Baudleaire, três crianças que recebem a notícia de que ficaram órfãs, e são herdeiras de uma grande fortuna. Assim, vão morar com um parente ganancioso que quer roubar a fortuna deles e matá-los em seguida.

Cada um deles tem, contudo, uma habilidade que os permite acabar com os planos desse parente, chamado Conde Olaf. Violet é uma excelente inventora, Klaus é um verdadeiro viciado em leituras e Sunny adora morder coisas.

Este livro é realmente interessante, apesar de ser realmente trágico. Todos tem grande participação, inclusive Sunny, cujas "palavras" são frases realmente longas traduzidas pelo autor. Um ponto a se considerar neste livro (como em todos os outros da série) é a interação de Lemony Snicket com o leitor, "dialogando" com ele, explicando e dizendo todas as horas para você fechar o livro e imaginar um final feliz. O que, depois de um tempo, se tornar um pouco chato.

Outra coisa boa neste livro é que o estilo de narrativa te leva a pensar na cena de maneira diferente: Snicket consegue deixar uma cena chata bem lenta, para exemplificar o tédio dos Baudelaire, e deixá-la bem rápida, exemplificando a ação que ocorre naquele instante. Isso, aliado ao fato que Snicket pega cenários realmente perturbadoras, transforma (na minha opinião) este livro num novo clássico da tragédia sem, contudo, tirar a posição de Hamlet (de William Shakespeare) do primeiro lugar. Vale lembrar que não são todos que gostam de tragédia, o que torna este um livro difícil de ser muito comercializado. E, por favor, NÃO procurem o filme do Desventuras em Série. Poupem seu tempo e seu dinheiro. O filme é terrivelmente ruim, misturando os livros 1, 2 e 3, para logo depois voltar para o final do 1.

Então, se você nunca leu nenhum livro de tragédia, experimente este. Talvez você goste. Se você não gosta de tragédia, leia também. É sempre divertido ver os planos mirabolantes dos Baudelaires derrotarem os planos mirabolantes do Conde Olaf. E, se você adora um livro de tragédia... nem preciso dizer, não é? ;)

Obrigado e boas leituras ^^



Hoje eu quero fazer dois reviews: o primeiro, eu farei do livro o Apanhador no Campo de Centeio (de J.D Salinger) e, depois, eu farei (como pedido aqui no blog por uma das 2 leitoras fixas *_*) sobre o livro Desventuras em Série (do autor Lemony Snicket).

Bom, O Apanhador no Campo de Centeio é um livro que "revolucionou" a adolescência do século XX. É a história de um adolescente-adulto chamado Holden Caulfield, contada pelo próprio Holden (estranho, e eu que pensava que livro em terceira pessoa era maioria... mas 3 dos 4 posts do blog são sobre primeira pessoa O.O), que está sempre repetindo o ano na escola. Não por ser burro (aliás, eu o considero muitíssimo inteligente, a sua maneira). Ele é simplesmente preguiçoso. Então, como estava de férias e em uma quarta feira ele iria voltar para casa, ele decide fugir da escola, e dos seus hipócritas colegas, e passar o tempo em algum lugar, até, mais ou menos, terça feira. Porém, Holden começa a se dar muito mal- entra em brigas, bebe para caramba e fuma que nem uma chaminé industrial, perdendo quase todo o seu dinheiro. Por ser um livro um pouco mais pesado de se ler- e não por causa dos palavrões, mas sim por causa da história em si- pode-se ter a impressão de que é um livro chato (como vários colegas meus tiveram). Contudo, eu não penso assim, dado ao fato que Holden (pelo menos no meu caso) sempre expressa as coisas de uma maneira divertida, mas ao mesmo tempo séria. Não é um livro que se pode ser dito como engraçado, mas eu o considero, com certeza um livro perspicaz, graças ao modo como o personagem ve as coisas. Holden é um personagem que não gosta e não aceita a sociedade moderna do jeito que é, mas nada pode fazer quanto a isso, por estar sozinho, apesar de estar sempre se rebelando e, mais importante, sempre vendo como as pessoas realmente são. Um hipócrita metido, um cara realmente legal, e assim por diante

Eu devo admitir, este review foi chato e cansativo. O Apanhador no Campo de Centeio é, ao meu ver, um livro que precisa ser lido para ser entendido- não se pode entender o esquema geral do livro em apenas um humilde review, por ser um livro que retrata um realidade segundo uma visão. Assim, feliz por ter tentado e entristecido por não ter conseguido escrever um review claro, compreensivel e interessante, me despeço aqui, pedindo desculpas.

Obrigado e boas leituras ^^

quinta-feira, 29 de julho de 2010




Desta vez, eu farei um review do livro Jogo-da-velha, da autora Malorie Blackman. Como todos devem saber, os chamados "brancos" escravizaram os "negros". Porém, nesta incrível história, Malorie retrata uma realidade alternativa: Os "negros" escravizaram os "brancos". Com uma incrível semelhança aos dias de hoje, o livro narra, em primeira pessoa, a história de Persephone (Sephy, para facilitar) e Callum. O nome, mesmo sendo estranho, é explicado facilmente: os Cruzes (negros, que se dizem, em sua maioria, superiores aos brancos) se consideram mais próximos de Deus. Os zeros (brancos e pobres), são considerados como isto mesmo, zeros, nada, insignificantes. Daí veio a idéia de Jogo-da-velha. Voltando à história. Sephy e Callum eram, desde bem pequenos, melhores amigos. O que, na sociedade alternativa de Malorie Blackman, já é algo muito estranho, quase impossível. Mas, mais estranho que isso, é o amor nascido entre ambos. Ninguém aprova isso: nem os zeros, nem os Cruzes. Além disso, algo parecido com as gangues dos dias atuais (chamada Milícia de Libertação, composta apenas por zeros), faz constantes atentados contra a vida dos Cruzes e exigem direitos mais iguais.

O começo mostra a adolescência de Callum e Sephy, assim como seu impossível romance. Após várias reviravoltas, acontece algo que os entristece muito- a separação entre ambos. Contudo, após alguns anos, eles voltam a se reencontrar, cada um se surpreendendo com o outro. Mas não posso contar a história, não é? ;)

O legal deste livro é o estilo peculiar usado por Malorie Blackman: ela alterna o narrador. Se no capítulo um, a narradora é Sephy, no capítulo dois é Callum- contando os dois lados da história. Um estilo muito interessante, e realmente a se considerar para um livro com vários personagens principais. Sem extrapolar, ou o livro ficará maçante. =)

Apesar de ser um romance, eu não posso colocá-lo no mesmo patamar de, por exemplo, Crepúsculo, onde os personagens são mais chatos assistir uma palestra de três horas sobre as propriedades da cerâmica e mais frescos do que os pães do meu pai (hmmm, saído do forno na hora-diliça). Em Jogo-da-velha, o romance é bem escrito, onde não fica aquele lenga-lenga de "Ai, eu sou feia, ele é perfeito..." e coisas assim. Além disso, os personagens são humanos, com sentimentos reais, ou seja, sentem dor, medo, raiva, tristeza, alegria, tédio, enfim, todos os sentimentos que os seres robóticos e perfeitos de Stephenie Meyer não possuem.

A última coisa, e me sinto na obrigação de dizer, é: Este livro deve ser lido, pelo menos, uma vez a cada ano, como, por exemplo, Hamlet, de William Shakespeare. Eu, pelo menos, aprendo, entendo e reflito uma coisa diferente cada vez que eu leio este livro (que, deve-se dizer, é um dos meus favoritos), ao contrário, novamente, de Crepúsculo, cujo os únicos pensamentos que se pode produzir são: "Ai, eu queria um Edward só para mim", de uma fã de Crepúsculo, ou então "Meu Deus, como isso fez sucesso?". Infelizmente, eu não sei o que um homem fã de Crepúsculo pensa porque eu não sou um (UFA!).

Assim, concluo meu review sobre o livro "Jogo-da-velha", de Malorie Blackman. Gostaria de deixar claro que eu não sou contra quem gosta de Crepúsculo. Não mesmo. Eu fiz este blog para expressar as minhas opiniões sobre livros, também (o que é o review senão isso???). Então, se você gosta de Crepúsculo, não se ofenda com a minha opinião. Ela não vai mudar. E a sua provavelmente também não. Ou seja, não poste comentários do tipo "Cala a boca, você não sabe o que é livro bom" ou "Se é ruim por que fez tanto sucesso?" ou qualquer coisa do gênero. Você está perdendo o seu tempo, e gastando o meu me obrigando a ler comentários como esse, com perguntas velhas e já satisfatoriamente respondidas por vários Anti-Crepúsculo ao redor do mundo. Posso estar parecendo um biltre arrogante, mas não sou. Estou apenas tentando poupar o meu tempo e, principalmente, o seu tempo, que você poderia estar usando para ler um livro, ver um filme, ou qualquer coisa que o valha. Então, quero deixar bem claro, pela última vez: Eu não gosto de Crepúsculo, não de quem não gosta de Crepúsculo. Por favor, desconsiderem esta imensa e dolorosamente chata última parte, se vocês não são fãs de Crepúsculo. Eu tinha que desabafar XD.

Obrigado e boa leitura ^^

quarta-feira, 28 de julho de 2010


Review: O Filho da Máfia, de Gordon Korman.

Este livro de Gordon Korman (que também escreveu a série " A Ilha", composta pelos livros "Naufrágio", "Sobrevivência" e "A Fuga" e escreveu um dos livros do "Labirinto de Ossos", começado por Rick Riordan, autor de Percy Jackson e os Olimpianos) retrata a vida de Vince Luca, o filho de um chefão da máfia americana, narrada pelo próprio Vince! Ele, apesar de ser o "príncipe da máfia", quer ter uma vida normal, como a de qualquer adolescente. Namorar, estudar, ir em festas, em fim, tudo o que um adolescente normal faz. Mas ele não consegue, pois os negócios de seu pai estão sempre se metendo em sua vida privada. O que realmente preocupa ele é que sua nova namorada é filha do agente do FBI que quer colocar seu pai na cadeia! Gordon Korman consegue, neste livro, expressar (ao meu ver) todas as preocupações, temores e sentimentos adolescentes, contadas em uma história com "afluentes" que, no fim, desembocam em um final memorável e divertido. O Filho da Máfia é, com certeza, um livro bom para se ler, por exemplo, quando se está entediado, ou mesmo em um ensolarado dia de céu azul, debaixo de uma frondosa árvore, e com a brisa fresca soprando em seu rosto. E, com este toque fantasiosamente delirante, eu encerro aqui meu review sobre o livro O Filho da Máfia.

Obrigado ^^