quinta-feira, 29 de julho de 2010




Desta vez, eu farei um review do livro Jogo-da-velha, da autora Malorie Blackman. Como todos devem saber, os chamados "brancos" escravizaram os "negros". Porém, nesta incrível história, Malorie retrata uma realidade alternativa: Os "negros" escravizaram os "brancos". Com uma incrível semelhança aos dias de hoje, o livro narra, em primeira pessoa, a história de Persephone (Sephy, para facilitar) e Callum. O nome, mesmo sendo estranho, é explicado facilmente: os Cruzes (negros, que se dizem, em sua maioria, superiores aos brancos) se consideram mais próximos de Deus. Os zeros (brancos e pobres), são considerados como isto mesmo, zeros, nada, insignificantes. Daí veio a idéia de Jogo-da-velha. Voltando à história. Sephy e Callum eram, desde bem pequenos, melhores amigos. O que, na sociedade alternativa de Malorie Blackman, já é algo muito estranho, quase impossível. Mas, mais estranho que isso, é o amor nascido entre ambos. Ninguém aprova isso: nem os zeros, nem os Cruzes. Além disso, algo parecido com as gangues dos dias atuais (chamada Milícia de Libertação, composta apenas por zeros), faz constantes atentados contra a vida dos Cruzes e exigem direitos mais iguais.

O começo mostra a adolescência de Callum e Sephy, assim como seu impossível romance. Após várias reviravoltas, acontece algo que os entristece muito- a separação entre ambos. Contudo, após alguns anos, eles voltam a se reencontrar, cada um se surpreendendo com o outro. Mas não posso contar a história, não é? ;)

O legal deste livro é o estilo peculiar usado por Malorie Blackman: ela alterna o narrador. Se no capítulo um, a narradora é Sephy, no capítulo dois é Callum- contando os dois lados da história. Um estilo muito interessante, e realmente a se considerar para um livro com vários personagens principais. Sem extrapolar, ou o livro ficará maçante. =)

Apesar de ser um romance, eu não posso colocá-lo no mesmo patamar de, por exemplo, Crepúsculo, onde os personagens são mais chatos assistir uma palestra de três horas sobre as propriedades da cerâmica e mais frescos do que os pães do meu pai (hmmm, saído do forno na hora-diliça). Em Jogo-da-velha, o romance é bem escrito, onde não fica aquele lenga-lenga de "Ai, eu sou feia, ele é perfeito..." e coisas assim. Além disso, os personagens são humanos, com sentimentos reais, ou seja, sentem dor, medo, raiva, tristeza, alegria, tédio, enfim, todos os sentimentos que os seres robóticos e perfeitos de Stephenie Meyer não possuem.

A última coisa, e me sinto na obrigação de dizer, é: Este livro deve ser lido, pelo menos, uma vez a cada ano, como, por exemplo, Hamlet, de William Shakespeare. Eu, pelo menos, aprendo, entendo e reflito uma coisa diferente cada vez que eu leio este livro (que, deve-se dizer, é um dos meus favoritos), ao contrário, novamente, de Crepúsculo, cujo os únicos pensamentos que se pode produzir são: "Ai, eu queria um Edward só para mim", de uma fã de Crepúsculo, ou então "Meu Deus, como isso fez sucesso?". Infelizmente, eu não sei o que um homem fã de Crepúsculo pensa porque eu não sou um (UFA!).

Assim, concluo meu review sobre o livro "Jogo-da-velha", de Malorie Blackman. Gostaria de deixar claro que eu não sou contra quem gosta de Crepúsculo. Não mesmo. Eu fiz este blog para expressar as minhas opiniões sobre livros, também (o que é o review senão isso???). Então, se você gosta de Crepúsculo, não se ofenda com a minha opinião. Ela não vai mudar. E a sua provavelmente também não. Ou seja, não poste comentários do tipo "Cala a boca, você não sabe o que é livro bom" ou "Se é ruim por que fez tanto sucesso?" ou qualquer coisa do gênero. Você está perdendo o seu tempo, e gastando o meu me obrigando a ler comentários como esse, com perguntas velhas e já satisfatoriamente respondidas por vários Anti-Crepúsculo ao redor do mundo. Posso estar parecendo um biltre arrogante, mas não sou. Estou apenas tentando poupar o meu tempo e, principalmente, o seu tempo, que você poderia estar usando para ler um livro, ver um filme, ou qualquer coisa que o valha. Então, quero deixar bem claro, pela última vez: Eu não gosto de Crepúsculo, não de quem não gosta de Crepúsculo. Por favor, desconsiderem esta imensa e dolorosamente chata última parte, se vocês não são fãs de Crepúsculo. Eu tinha que desabafar XD.

Obrigado e boa leitura ^^

3 comentários:

  1. "Ai, eu sou feia, ele é perfeito..."
    Dei muita risada, so nao entendi pq vc colocou o Crepúsculo no meio desse Review!!!!!
    Continue Postando
    PS* Eu tambem quero um:"Obrigado pelo apoio"

    Bjus

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  2. Obrigado pelo apoio, Na! XD. Eu coloquei Crepúsculo nessa história toda apenas como um parâmetro para comparação, mais nada. =D

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  3. Nuss, e que comparação abissal =|

    É um pulo incrível de Jogo da Velha pra Crepúsculo. Um pulo pro abismo, devo dizer.

    Sobre o livro... ótimo! Já tive o prazer de ler. E (pra variar -.-), você proporciona uma maravilhosa introdução à estória com esse review.

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