domingo, 15 de agosto de 2010

Olá a todos. Hoje, finalmente, irei postar o Prólogo e um dos capítulos de um dos livros que estou escrevendo. Este daqui se chama Archer Quest, e eu espero sinceramente que vocês gostem!






Prólogo

O homem olhou para frente fixamente, com o capuz de seu negro manto encobrindo completamente seu rosto. Seus olhos, com grandes íris vermelhas, brilhavam maliciosos e frios. A escuridão predominava no recinto, com apenas uma fonte de luz dissipando-a. O homem começou a caminhar na direção da luz, lenta e firmemente.

- Como está o ritual?- perguntou ele, com sua voz fria ecoando alta pela sala.

- Pronto, meu amigo. Apenas precisamos de você para fechar o círculo- respondeu um vulto alto e magro à sua direita.

- Então, completemos o ritual- decidiu ele, dando as mãos para o segundo homem que falara e para um ser baixo e atarracado à sua esquerda. O homem fechou seus olhos vermelhou e concentrou-se. Quando falou novamente, sua voz estava diferente. - Aqui selamos esta poderosa arma para que apenas a pessoa mais digna de possuí-la consiga retira-la de seu túmulo. Nós, representantes de todas as raças, nos reunimos para realizar a Jura de Vida que selará o objeto.

- Eu sou Ja-Fis, dos anões- disse o vulto atarracado à esquerda do homem.

- Sou Aelry, dos orcs- gritou um vulto grande e fedorento, a esquerda do anão.

- Meu nome é Kethel, dos halflings. - sussurrou um vulto baixo a esquerda do orc.

- Rial Ruil, dos elfos- disse o vulto alto e magro à direita do homem que falara primeiro.

- Cael Kash, dos humanos- falou o homem. Ao som de seu nome, uma luz dourada nasceu no centro do círculo e se expandiu, englobando toda a sala. A inconsciência de quase todos foi imediata.

- Então, a última arma foi selada- sussurrou ele, caindo de bruços no chão e morrendo.

Capítulo um


Corash acordou sobressaltado. Ele tivera um sonho muito estranho. Algumas pessoas meio macabras estavam fazendo um ritual estranho. E havia uma arma envolvida...

Talvez uma apresentação seja útil a essa altura. Corash Lam era um típico elfo, alto e esguio. Sua pele era pálida, e seu cabelo castanho curto era arrepiado.

Vindo de uma tradicional família de mercadores, Corash foi o primeiro Lam a treinar para se tornar um guerreiro da vila. Mesmo enfrentando muito preconceito por parte de seus pais e irmãos, ele conseguiu, por mérito próprio, entrar no Esquadrão de Arquearia do exército. Mas ele ainda era apenas um aprendiz, o que significava que ele não poderia combater junto aos formados, sob pena de morte. Só que a vila precisava, agora mais que nunca, de guerreiros qualificados. Pois uma guerra ameaçava todo o Reino de Lynzea, e a vila de Sparon era o primeiro obstáculo do exército seguinte. E o exército de Sparon necessitava urgentemente de combatentes para a guerra. Caso contrario, todo o reino de Lynzea poderia ser esmagado.

Enquanto pensava nisso, Corash ouviu uma batida na porta.

- Entre!- disse ele- Ah!, Olá, Mahslia. Como vai?

- Oi, Corash. Eu estou bem, e você?- disse a elfa, inclinando-se para beijar Corash no rosto. Mahslia era uma bonita elfa, com cabelos ruivos presos em um rabo de cavalo comprido. Ela parecia ser delicada e meiga. Coisa que, realmente, ela era. O que não significava que ela era fraca. Pois Mahslia era uma das melhores aprendizes de maga de toda a vila.

- Eu estou bem, Ma, mas eu tive um sonho realmente estranho.

- Como foi?- perguntou a amiga, solicita. Os sonhos de Corash eram realmente incríveis. Eram quase que um oráculo para ela.

- Ah, um círculo de pessoas estava selando uma arma dourada. Mas não pode ser de verdade, não é? Quero dizer, isso não existe, existe?

- existe sim, Co, existe sim. Mas não se preocupe com eles. Preocupe-se em treinar para se formar rapidamente. Nós logo entraremos em guerra, e precisaremos de toda a ajuda que pudermos conseguir.

Corash não respondeu. Ele queria, mas não tinha respostas para a amiga. Afinal, alguma vozinha insistente no fundo de sua cabeça dizia incessantemente que a arma seria vital para a sobrevivência da vila, e que a mesma arma vital estava na Montanha Selque, gigante e impenetrável.

2 comentários:

  1. Oii, falei que ia passar aqui... (é a Marina xD)

    Tá ficando muito boa a historia Klaus! Vai postar o resto?! XD

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  2. Ah, esqueci de falar... Faz um skoob! É muito bom pra discutir sobre livros com pessoas do Brasil inteiro... www.skoob.com.br. Se quiser ver como é; esse é o meu perfil lá: http://www.skoob.com.br/usuario/156326
    Beijos

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